Casa Mipibu


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São Paulo SP | 2016

Esta casa representa uma situação muito comum na cidade de São Paulo, um terreno comprido e estreito [5.6×30.0m], com apenas a elevação frontal livre de interferências das edificações em seu entorno.

O desafio aumentou a partir do momento que tivemos que atender a um programa extenso para esta área, que nos levou a ocupação máxima permitida, 170m2 .

Com o valor da terra cada vez mais alto, chegar a uma solução que atenda o dobro da área ideal para pequenos terrenos como este tem sido o nosso trabalho e de inúmeros outros arquitetos que buscam propor bons projetos para seus clientes, para si e para a cidade.

Considerando a inevitável verticalização de seus vizinhos, todos eles colados as divisas, o primeiro passo foi inverter as fachadas, pensar o projeto “ do avesso”, como se retirássemos uma luva.

Portanto, quando trouxemos os caixilhos para dentro, pudemos usá-los à exaustão, tornando o interior extremamente aberto, em oposição ao perímetro externo completamente fechado.

Em seguida posicionamos dois pátios internos, mas funcionando como as áreas externas da casa. E eles, assim com em outros projetos do escritório, a organizam. Além de proporcionar luz e ventilação necessárias para salubridade e qualidade espacial, articulam os ambientes.

Outra decisão inesperada para o cliente foi o posicionamento dos dormitórios no pavimento térreo, normalmente destinado aos ambientes sociais, e assim subimos o “térreo” para o pavimento superior.

Esta medida proporcionou para o pavimento íntimo, dos dormitórios, maior privacidade e silêncio. Para o pavimento social proporcionou a integração com a laje de cobertura, usada como área de lazer, e assim portanto, não ocorrendo a interrupção pelo pavimento íntimo. Tornou também as áreas sociais melhor iluminadas e ventiladas.

Por solicitação do cliente um destes pátios tornou-se um espelho d`água, e com ele, outro fator importante foi a concepção simultânea do projeto de paisagismo.

Desta forma foi possível prever uma estrutura adequada para receber tanto uma árvore de grande porte no pavimento superior, na varanda externa contigua a sala, quanto a laje que suportaria o peso das bandejas com plantas que caem sobre o espelho d´água.

Novamente recursos escassos, mas muito empenho na proposição de caminhos a seguir para que tornássemos as reflexões em uma obra viável.

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This house represents a very common situation in São Paulo, a long and narrow ground [5.6×30.0m], with only the front elevation free of interference of the buildings around it.

The challenge increased from the moment that we had to meet an extensive program for this area, which led us to maximum occupancy allowed, 170m2.

With the value of land ever higher, reaching a solution that meets twice the ideal area for small plots like this has been our work and of many other architects who seek to propose good projects for its clients, for themselves and for the city.

Considering the inevitable verticalization of its neighbors, all of them glued at the boundaries, the first step was to reverse the facades, think the project “inside out”, as it will take out a glove.

So when we brought the frames inside, we could use them to exhaustion, making it extremely open interior, as opposed to the fully enclosed outer perimeter.

Then we positioned two inner courtyards, but functioning as the outside areas of the house. And they, like with other office projects, organize everything. In addition to providing necessary light and ventilation for health and spatial quality, articulate the rooms.

Another unexpected decision for the client was the positioning of the bedrooms at the ground floor, usually used for the social areas, and so we ascend the “ground” to the upper floor.

This decision given for intimate floor, the bedrooms, greater privacy and silence. For social pavement provided integration with the roof slab, used as a recreational area, and so therefore, not occurring the interruption by the intimate floor. It also has become the social areas better lit and ventilated.

At the request of the client one of the courtyards became a water mirror, and with it, another important factor was the simultaneous design of the landscaping project.

In this way it was possible to provide appropriate structure to receive both a large tree on the top deck, at the outdoor terrace adjoining the room, as the slab to bear the weight of the trays with plants that fall on the water mirror.

Again scarce resources, but a lot of commitment to propose ways to folow that become the critical thinking in a viable work.

Créditos | Credits

Arquitetura | Architecture
Terra e Tuma Arquitetos Associados
Danilo Terra, Pedro Tuma e Fernanda Sakano

Colaboradores | Contributors
Bianca Antunes, Cassio Oba Ossanai, Eugênio Amodio Conte

Paisagismo | Landscape
Gabriella Ornaghi Arquitetura da Paisagem

Estrutura | Structure
Megalos Engenharia

Fotografias | Photography
Nelson kon

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